Upanema, RN – Enquanto professores de várias regiões do Rio Grande do Norte deflagraram uma greve por tempo indeterminado para exigir a aplicação imediata do reajuste de 6,27% no piso salarial, a situação em Upanema apresenta um contraste significativo. As escolas estaduais da cidade optaram por manter o funcionamento regular, reafirmando o compromisso com a continuidade do ano letivo.
Na Escola Estadual Calazans Freire – instituição que reúne um expressivo número de professores contratados, os quais não podem fazer greve – os docentes concursados se reuniram e decidiram, por 9 a 1, não paralisar suas atividades. A decisão foi tomada evidenciando o desejo de preservar o atendimento aos alunos e o fluxo normal das aulas.
Além do Calazans Freire, a Escola Estadual Alfredo Simonetti também deve seguir o mesmo posicionamento, reforçando a ideia de que, em Upanema, a continuidade do ensino prevalece mesmo diante de um cenário de paralisação no Estado.
A greve, que começou 15 dias após o início do ano letivo e já afetou o funcionamento de escolas em Natal – onde instituições como Floriano Cavalcanti e Nestor Lima amanheceram sem aulas – reflete a insatisfação dos professores com a proposta do governo de aplicar o reajuste de forma parcelada.
Enquanto o governo estadual insiste que o reajuste, que garantirá ganhos acumulados significativos até o final de 2025, está sendo tratado com prioridade, os professores de Upanema demonstram que, localmente, as peculiaridades dos contratos e a necessidade de assegurar a continuidade do processo educacional têm papel fundamental na decisão de não aderir à greve.