UMA REFLEXÃO SOBRE NOSSO CARNAVAL

dia quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
*PUBLICADO NO JORNAL DE UPANEMA
O antigo slogan do Carnaval de Upanema sempre nos pareceu um tanto exagerado e principalmente perigoso. Ficávamos imaginando quando "O carnaval que mais cresce no Estado" iria esbarrar nas limitações financeiras óbvias para um município de pequeno porte como é Upanema. Esse limite foi alcançado já em 2009 quando ficou claro o exagero nos gastos, o que foi criticado pelos leitores dos blogs, basta ver os arquivos.
Não somos em nenhum momento contra a realização do carnaval, muito pelo contrário, somos incentivadores, mas, de um carnaval que pouco se parece com o atual. O carnaval que deveria ser promovido, e que daria até um bom slogan seria o carnaval cultural, carnaval tradição, o carnaval mais feliz.
Essa tradição do nosso verdadeiro carnaval ficou um pouco esquecido. Como exemplo para uma vasta programação com um baixo custo podemos citar:
* Matinê para as crianças no Clube Municipal. Nossa geração teve a oportunidade de se divertir bastante nessas matinês, porque essa nova geração não tem esse direito?
* Baile dos idosos;
* Escolha do Rei e Rainha do carnaval, em um evento que até poderia ser privado e contando apenas com apoio da prefeitura.
* Desfile de blocos pelas ruas da cidade. Os leitores mais atentos já devem ter percebido que os blocos, inclusive os mais tradicionais de Upanema, estão passando por um processo de desapareciento. Caberia a prefeitura realizar algo para impedir que mais essa tradição desapareça.
* Orquestras de frevo. São baratas e animam bastante. Em 2008 foi preciso nosso blog realizar uma campanha para inclusão de pelo menos uma orquestra de frevo, o que foi feito. Em 2009 as orquestras desapareceram novamente. Em 2010 as orquestras estão de volta mas, infelizmente por motivo de cortes nos custos e, como já dissemos, elas são bem mais baratas. Poderia ser feito como em Recife, com orquestras puxando blocos pelas ruas da cidade.  
Portanto, acreditamos que o caminho de um carnaval sustentável seria esse, buscar o caminho da tradição.      
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