ESTUDANTE APROVADO EM MEDICINA DA DICAS DE COMO SE PREPARAR PARA ENEM 2017

dia segunda-feira, 8 de maio de 2017
::educação
       O estudante upanemense Franklin Carvalho, aprovado em Medicina no último ENEM, estará a partir de hoje dando dicas para ajudar os nossos estudantes a se prepararem para a prova deste ano. Os leitores podem enviar perguntas e dúvidas que serão respondidas por Franklin nos próximos textos. Aproveitem e vamos às primeiras dicas!


ENEM NÃO TEM SETE CABEÇAS
Oi, meu nome é Franklin, sou upanemense, tenho 19 anos, curso medicina na UFRN e conheço bem o frio na barriga do dia de inscrição do ENEM. Hoje inicia o período de inscrições do Exame Nacional do Ensino Médio e o professor Silva Jr. teve uma iniciativa bacana de falar sobre esse tema no blog. Com esse objetivo, ele me chamou para contar um pouco sobre minha experiência como vestibulando e discutir um pouco sobre este exame. Qualquer dúvida é só fazer um comentário, terão mais alguns posts então terei como respondê-los nos outros textos.

Então, “Quanto estudar para conseguir ser aprovado pelo ENEM?”. Eu não sou nenhum exemplo vitrinista de estudante, contudo, acredito que toda experiência é válida para podermos construir nossos caminhos e assim chegarmos aonde querermos. Enganado está quem pensa que a relatividade se restringe ao tecido espaço-tempo, por isso acho que a melhor resposta para essa pergunta seria “depende!”. O estudo é uma espécie de malabarismo de várias coisinhas, como por exemplo: o tipo da sua memória (visual, fotográfica, auditiva...), sua meta, a forma que você gosta de estudar, sua disponibilidade e flexibilidade, e, principalmente, sua saúde mental. Conversando com alguns amigos sobre essa temática pude reiterar a certeza que tenho de não existir fórmula mágica ou elemento x que vai te fazer alcançar seus objetivos. Porém, é mais fácil encontrar nosso “jeito” quando ouvimos outras pessoas e nos identificamos com elas.

Pois então, “Quantas horas você estudava Franklin?”. Sou uma pessoa um pouco pragmática, preciso de uma certa organização para poder fluir, por isso usava um horário de estudos. Eu era bolsista no cursinho, daí assistia aula pela manhã e organizava meu estudo a partir do turno vespertino. Tinha 6 tempos, um “tempo” equivale a mais ou menos 50 minutos (nem muito mais nem muito menos), 4 à tarde e 2 à noite, terminava às 22h. Quase nunca seguia à risca meu horário de estudos e constantemente modificava-o para deixa-lo mais conveniente às minhas necessidades ou mesmo para quebrar a rotina, tinha-o apenas como um norte, um guia.

No início da semana sempre temos mais disposição, por isso eu estudava as disciplinas que tinha dificuldade e(ou) preguiça na segunda e terça, isso me ajudou a elevar o rendimento nelas. Nos fins de semana eu também estudava, mas com a quantidade de “tempos” reduzida e com tempos “livres” para repor algum assunto que não consegui cumprir durante a semana ou fazer algum “lazer” que dinamizasse meu estudo, como filmes (ou até mesmo documentários) sobre algum tema específico (gosto muito de história e filosofia, eram meus temas favoritos), ou alguma leitura que eu gostasse (Saramago é meu escritor de cabeceira desde os 12 anos, recomendo bastante).

“Você abdicou de muita coisa?”. ‘Muita’ é muita coisa! Não, eu tinha meu horário de estudos, e meu horário de lazer (lazer mesmo, sem ser aquele estudo dinamizado). Quando era hora de estudar eu estudava, quando não era eu ia fazer outra coisa. Claro que isso implica perder alguns rolés, festas e coisas do tipo, nossa disponibilidade é um pouco reduzida quando somos vestibulandos, mas meu horário não era apenas estudo, não abdiquei de muita coisa por conta do vestibular. Cabe dentro dessa discussão a questão das redes sociais. Ano passado eu deixei de usar o facebook mas o ENEM não foi o motivo para isso, não queria acompanhar a agressão verbal e o desrespeito que as pessoas fazem durante a campanha eleitoral do município, por isso desativei minha conta. Sabendo usar, as redes sociais ajudam e muito! A exemplo disso eu fazia coaching de redação pelo WhatsApp, escaneava minhas redações, enviava para a professora e ela me dava a correção virtualmente. Você tem de ser responsável com suas metas e ao mesmo tempo prezar por sua saúde mental (e para mantê-la saudável você não pode ser uma pessoa bitolada), lembra das malabares?
Como falei, tudo isso varia de pessoa para pessoa. Se estudar no fim de semana não faz teu estilo ou te deixa irritado, não estude no fim de semana. Se as redes sociais não te atrapalham por que desativá-las? Não tem horário de estudos e consegue ter um bom rendimento nas simulações, isso é ótimo! Enfim, galera, não deixem para fazer a inscrição de última hora, estudem, e se tiver alguma dúvida é só falar. É um prazer ajudar!
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