ÍNDICE DE INFESTAÇÃO PREDIAL EM UPANEMA FICA ACIMA DO RECOMENDADO PELA OMS

dia sexta-feira, 26 de janeiro de 2007
O índice recomendado pela Organização Mundial de Saúde é de no máximo 1%. Em Upanema este índice alcança os 2,6%.


O mosquito Aedes aegypti é próprio das regiões tropical e subtropical. Não resiste a baixas temperaturas nem a altitudes elevadas. Desenvolve-se por metamorfose completa. Seu ciclo de vida, portanto, compreende quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto.
Em Upanema, temos uma Coordenação do Programa de Dengue que é formado por Maria Célia Rocha de Medeiros, na parte educativa a Coordenadora do IEC é Maria Aparecida Costa Bezerra e na parte burocrática Josué Hélio de Carvalho.
Na cidade de Upanema/RN existem mais de 2.000 imóveis (residências, comércios, terrenos baldios, pontos estratégicos e outros) a serem trabalhados pelos agentes de combate as endemias. Um agente é responsável por cerca de 800 a 1.000 imóveis a cada ciclo. São 3 agentes trabalhando na cidade (Anatálio, Lázaro e Haroldo) e 2 na Zona Rural (André e Francisco de Assis).
O trabalho dos agentes de combate às endemias é realizado por ciclos. Um ciclo é bimensal, ou seja, 2 em 2 meses. A meta para ser alcançada são 6 ciclos ao ano.
São os agentes de combate às endemias que colhem as larvas dos mosquitos em 33% das casas inspecionadas/pesquisadas, ou seja, 1 casa e 2 não, tratando onde existam ou não os possíveis focos dos mosquitos. O Tratamento é feito em 100% dos imóveis. São tratados os depósitos/recipientes com 2 tipos de biolarvicidas: BTI G para água não potável (bacillus thuringiensis israelensis) e WDG (Granulado dispersável) para água potável. Esses bioinseticidas não prejudicam animais, seres humanos, nem o equilíbrio ecológico.
As larvas coletadas pelos agentes são examinadas no laboratório de entomologia da IIª URSAP – Unidade Regional de Saúde Pública em Mossoró/RN, para saber se são Aedes aegypti ou outros (muriçocas). Depois de examinados, fazem relatórios estatísticos para saber o índice de infestação predial e o índice de breteau.
O Índice de Infestação Predial (IIP) é quantidade de imóveis onde se encontram as larvas do mosquito. Já o índice de Breteau, é a quantidade de depósitos onde se encontram as larvas.
Aqui em Upanema/RN como podemos observar o gráfico abaixo, o índice de infestação para o mosquito Aedes aegypti nas residências está acima da taxa recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é menos de 1%.
Para obtenção do índice de infestação predial faz-se o seguinte cálculo (BRASIL, 2001):
O IIP - Índice de Infestação Predial mostra os imóveis com presença de Aedes aegypti, ou seja, positivos x 100 / (divide pelos) Imóveis inspecionados/pesquisados (33%).
IIP= Imóveis positivos x 100
Imóveis inspecionados/pesquisados
O IB – Índice de Breteau é a relação entre o número de recipientes/depósitos positivos (com presença de larva de Aedes aegypti) e o número de imóveis inspecionados/pesquisados, corrigido para 100 imóveis.
IB = Recipientes/depósitos positivos x 100
Imóveis Inspecionados/ pesquisados
Para se combater a dengue exige-se um apoio ativo da comunidade, que pode cooperar evitando o acúmulo de água limpa e parada em garrafas, latas e pneus, evitando assim, facilitar a reprodução do agente transmissor da doença.
Como evitar a doença?
É só não deixar o mosquito nascer. Para isso precisamos da colaboração de toda comunidade acabando com os criadouros dos mosquitos. Não deixar a água parada em qualquer tipo de recipiente como garrafas, pneus, pratos de vasos de plantas e xaxim, bacias e copinhos descartáveis, não deixar descobertos caixas d’águas, potes e tonéis.

Fontes:
Secretaria Municipal de Saúde/ Setor de Endemias.
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=920
http://drauziovarella.ig.com.br/
Comentários
3 Comentários

3 comentários:

Gostei do conteúdo técnico da matéria, informações interessantes.

Um grande abaraço

Zé Wilson

Se olharmos para o número de agentes e para o número de habitantes, compreenderemos a razão da resiustência do mosquito.

Se observarmos bem os dados do texto veremos que os mosquitos têm razão de estarem tão atuantes na cidade.