quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Imaturidade de sempre

O tempo passa e a classe política do Rio Grande do Norte não aprende. Pelo contrário, insiste no erro. E a qual erro estou me referindo? O de insistir nas picuinhas políticas, interesses pessoais e deixar de lado as ações em favor do Estado.
E olhe que temos muitos fatos para mostrar isso. O Rio Grande do Norte demorou mais de dez anos em idas e vindas para ter o aeroporto de São Gonçalo do Amarante. A construção do trecho da BR-110 ligando Mossoró a Upanema se arrastou por décadas e perdemos a refinaria no meio da década passada por falta de infraestrutura.
Mossoró precisa de um novo aeroporto desde os anos 1990, mas nada funciona. Vez por outra o assunto volta aos píncaros da glória com uma solução milagrosa para logo em seguida cair no esquecimento. Se alguém aloca recursos para a obra quem deveria fazer o projeto faz de conta que não tem um cavalo selado passando à sua frente.
A união de nossa classe política é mero consenso retórico. Coisa do tipo "sou a favor de melhorias na educação, saúde e segurança". São obviedades tipo "vamos unir a classe política do Estado" ou "nós estamos unidos em favor do Rio Grande do Norte". Na prática não é isso que vemos. Não me recordo de ver, por exemplo, a deputada federal Fátima Bezerra (PT) ajudando o deputado federal Felipe Maia (DEM) a liberar uma emenda do parlamentar demista.
Não sei se isso nunca aconteceu porque Felipe não a procurou para pedir ajuda ou se ela nunca se ofereceu para facilitar o acesso. Talvez, e é o mais provável, as duas coisas nunca aconteceram.
Toda vez que algum gestor toma posse conclama toda classe política a se unir. Na prática isso não acontece. Após os discursos é cada um por si. A oposição aponta as falhas e cobra soluções. O gestor se faz de vítima de perseguição e acusa os opositores de não ajudarem em nada. Que tal sair da briga menor e o gestor ter a iniciativa de pedir ajuda para algum projeto? Ou a oposição perguntar se o gestor quer ajuda?
O problema é que o temor de o adversário se capitalizar às suas custas é muito maior do que a vontade de ajudar a população. Como é politicamente incorreto admitir isso, a classe política potiguar usa esse discurso dissociado da realidade. O resultado são as perdas que nós já estamos acostumados a ter. O maior penalizado é o povo que fica à margem assistindo obviedade saindo da boca dos políticos. Pior: obviedades que não passam de mera retórica. Retórica pobre, diga-se.
Enquanto o povo seguir omisso será assim. O político faz apenas o que lhe é conveniente e ninguém percebe.
Fonte: Jornal O Mossoroense

Um comentário:

Anônimo disse...

É silva a gestão local não anda bem , enquanto o prefeito viaja os ônibus falta oleo em pleno horário de aula sendo preciso tirar óleo de outro ônibus para suprir aquele que tinha faltado com alunos,isso agente ver em final de gestão.