quinta-feira, 28 de maio de 2026

30 ANOS DO ASSENTAMENTO NOVA VIDA

Há 30 anos, no dia 27 de maio de 1996, cerca de 100 famílias de trabalhadores rurais ocuparam a antiga Fazenda Sorocaba, entre Upanema e Campo Grande. A ação, registrada pelo então jornal Gazeta do Oeste, marcava o início da trajetória do atual Assentamento Nova Vida.

Confira abaixo a transcrição de uma matéria feita pelo extinto Jornal Gazeta do Oeste noticiando o ocorrido:

Gazeta do Oeste
Mossoró (RN), terça-feira, 28 de maio de 1996
Edição nº 4.024 — Ano XX — R$ 0,70
Famílias de agricultores invadem fazenda
Propriedade de Francisco Caetano, entre Upanema e Campo Grande, encontrava-se improdutiva
CÉSAR SANTOS
Editor de Estado
UPANEMA/CAMPO GRANDE – Um grupo de cerca de 100 famílias de sem-terra invadiu nas primeiras horas de ontem a fazenda Sorocaba, localizada entre Upanema e Campo Grande. A invasão transcorreu com normalidade, não sendo registrado nenhum incidente, uma vez que as terras estavam abandonadas, segundo registro feito pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), de Mossoró.
A fazenda pertence ao comerciante Francisco Caetano de Andrade, que reside em Mossoró, e não vinha explorando os 5.200 hectares de terra.
Daí, as famílias de sem-terra da zona rural de Campo Grande, organizadas pelo Sindicato Rural, terem encontrado facilidade para invadir a propriedade.
Até o final da tarde de ontem, Francisco Caetano ainda não havia visitado suas terras, que estão os “invasores” tranquilos. No local os sem-terra acreditam que o proprietário das terras não vai esboçar reação.
“Vamos informar a regional do Incra sobre a posse das terras para que seja iniciado o processo de desapropriação”, adiantou Nilton Júnior, membro da Comissão Pastoral da Terra.
“As famílias de sem-terra já vão iniciar a exploração das terras até então improdutivas”, revelou.
De acordo com Nilton Júnior, a fazenda Sorocaba estava abandonada pelo proprietário. “O matagal invadiu toda a extensão da fazenda e uma casa está destruída num cenário de total abandono”, revelou.
Essa foi a segunda invasão de terras nos últimos dez dias. A primeira ocorreu no município de Governador Dix-sept Rosado, quando um grupo de 30 famílias assumiu a fazenda Areia, de propriedade do comerciante Neto Melo.



Três décadas depois daquela ocupação histórica registrada pelo jornal Gazeta do Oeste, o Assentamento Nova Vida se consolidou como uma das maiores e mais importantes comunidades rurais de Upanema. Fruto da luta de dezenas de famílias trabalhadoras, o assentamento tornou-se símbolo de resistência, organização comunitária e transformação social no município.

Hoje, o Nova Vida é também um dos assentamentos mais antigos de Upanema, carregando uma trajetória marcada pelo trabalho no campo, pela agricultura familiar e pela construção de uma comunidade forte, com identidade própria e papel fundamental para a economia e o desenvolvimento rural da região.

Ao completar 30 anos, a história do assentamento relembra a coragem daqueles que iniciaram a luta em 1996 e homenageia todas as famílias que, ao longo dessas décadas, ajudaram a transformar a antiga Fazenda Sorocaba em um lugar de vida, dignidade e esperança para gerações.

sábado, 16 de maio de 2026

FOTO DE REUNIÃO NO GINÁSIO AGRÍCOLA

Mais um importante registro enviado por Carlos Lopes
A foto de hoje mostra um evento realizado no antigo Ginásio Agrícola Municipal, provavelmente no ano de 1971. O prédio, que marcou a história da educação em nossa cidade, hoje abriga a Escola Calazans Freire.
Segundo o próprio Carlos Lopes, a única pessoa que conseguiu reconhecer na imagem foi Gracinha de Dona Néri, sentada na frente, vestida de branco.
Essas fotografias são verdadeiros tesouros da memória de Upanema, ajudando a resgatar rostos, histórias e momentos que marcaram gerações.
👉 E vocês, conseguem reconhecer mais alguém nessa foto?
💬 Curta, comente e compartilhe para que mais pessoas possam colaborar com esse trabalho de preservação da nossa história.
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quinta-feira, 14 de maio de 2026

FOTO DE REUNIÃO EM UPANEMA

📸 Apresentamos mais uma importante imagem do acervo de Carlos Lopes.
Desta vez, o registro mostra uma reunião realizada no auditório do antigo Ginásio Agrícola Municipal, prédio que atualmente abriga a Escola Calazans Freire.
A fotografia reúne várias personalidades da época, mas até o momento conseguimos identificar apenas duas delas: Fabiano Pereira de Paula, em pé, vestido de preto e usando óculos escuros, e ao seu lado, sentado, acreditamos ser Gildenor Roque.
Essas imagens são verdadeiras viagens no tempo e ajudam a reconstruir momentos importantes da vida social, política e educacional de Upanema.
👉 Agora contamos com a ajuda de vocês:
Quem mais aparece nessa foto?
Quais rostos vocês conseguem reconhecer?
💬 Curta, comente e compartilhe para que mais pessoas possam colaborar com esse trabalho de preservação da nossa memória.
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quarta-feira, 13 de maio de 2026

📸 Aqui temos uma rara foto da antiga Associação Lítero Recreativa de Upanema — ALRU


Nos anos 1970, a ALRU teve papel importante na vida social e cultural da juventude upanemense, promovendo encontros, eventos e momentos de lazer que marcaram época. Para muitos, era um dos principais espaços de convivência e diversão da cidade.

Infelizmente, poucas informações e registros sobreviveram ao tempo sobre essa instituição tão importante para a história local. A associação funcionava no local que, anos depois, se transformou no antigo Clube Municipal e hoje abriga a Academia Municipal da Prefeitura de Upanema.

Por isso, essa fotografia ganha ainda mais valor histórico. Ela ajuda a manter viva a memória de um tempo em que os clubes e associações tinham papel fundamental na integração da comunidade e na animação da juventude.

👉 Quem viveu essa época ou possui mais histórias, documentos e informações sobre a ALRU pode entrar em contato conosco. Toda contribuição é importante para reconstruirmos juntos essa parte da nossa história.

A foto nos foi cedida por Carlos Lopes, a quem deixamos nosso agradecimento pela colaboração e confiança nesse trabalho de resgate histórico.

💬 Curta, comente e compartilhe para que mais pessoas possam conhecer e preservar a memória da nossa cidade.

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terça-feira, 12 de maio de 2026

HISTÓRIA DA CERÂMICA - PARTE 2














 

A repercussão da matéria sobre a antiga Cerâmica de Upanema acabou confirmando algo que muita gente já imaginava: de alguma forma, a Cerâmica estava ligada à história de praticamente todas as famílias da cidade.

Foram dezenas de comentários, lembranças e relatos enviados por pessoas que trabalharam no local, tiveram familiares empregados na Cerâmica ou simplesmente guardam memórias daquele tempo. Mais do que uma fábrica de telhas e tijolos, a Cerâmica Sevania fazia parte do cotidiano de Upanema.

Muita gente inclusive não conhecia o verdadeiro nome da empresa. A antiga Cerâmica levava o nome de Cerâmica Sevania, uma junção dos nomes Sebastião e Evânia, casal que administrou o empreendimento durante um dos períodos mais importantes de sua história. Pela importância que tiveram para o município, há quem defenda até uma homenagem futura, como o nome de alguma rua próxima à área onde funcionava a Cerâmica.

Mano, filho do casal Sebastião e Evânia, também trouxe novas informações sobre o encerramento das atividades da Cerâmica, ocorrido em 1995. Segundo ele, o principal motivo foi a dificuldade logística enfrentada pela empresa na época.

“Não tínhamos condições de disputar preço com as cerâmicas de Assú. O frete de Upanema para qualquer outra localidade ficava muito caro, principalmente porque naquela época não existia o acesso que temos hoje. Esse foi o maior motivo do fechamento”, relatou.

Ele também contou um pouco da trajetória de seu pai, Sebastião Corrêia Neto, natural da cidade de Apodi. Ainda criança, foi morar em Natal com a família, após seu pai, que era sapateiro, enfrentar dificuldades para sustentar os filhos no interior. Em Natal, Sebastião trabalhou desde cedo: juntou ossos e vidros, vendeu sacos de papel feitos com grude nas feiras livres e chegou a carregar balaio nas feiras da capital. Mesmo diante das dificuldades, conseguiu estudar, se formar e ainda ajudar o pai na criação dos outros oito irmãos.

Segundo Mano, Sebastião sempre manteve uma forte identificação com as pessoas mais humildes. Em Upanema, criou amizades profundas, principalmente com Dieca, Seu Nilton e Zé Leonel, avô deste autor, com quem passava horas conversando no escritório ou no alpendre da casa da Cerâmica.

As lembranças enviadas pela população ajudam a mostrar a dimensão que a Cerâmica Sevania teve para Upanema.

Joaquim Neto contou que seu pai, Antônio Joaquim, era responsável por uma das turmas de corte de lenha na região onde hoje ficam os assentamentos 4S. Segundo ele, cerca de vinte homens trabalhavam durante toda a semana no meio da mata cortando lenha para abastecer os fornos da Cerâmica.

Maria Mariza relembrou que seu esposo, conhecido como Titi, trabalhou durante muitos anos transportando telhas para Natal e Campina Grande.

Evanilson também recordou o período em que acompanhava o pai, Manoel Ciríaco, no corte de lenha para a Cerâmica. Segundo ele, havia dezenas de homens trabalhando na mata e um dos caminhões usados no transporte da lenha pertencia ao saudoso Tota, filho de Tonheiro das Barreiras.

Argemiro comentou que trabalhou vários anos na Cerâmica e destacou a importância social do local: “Foi um escape para muita gente. Lembro que chegou a empregar mais de 100 pessoas. Comecei ainda adolescente, com 12 anos.”

Ramiro relembrou o trabalho ao lado do pai, Seu Nelson, que ajudava a encher os fornos de telhas. “Fazemos parte desse capítulo da história de nossa Upanema junto com tantos outros da época”, comentou.

Rachel Carvalho contou que, ainda nos anos 1990, quando viajava para o Sítio Cajueiro, ficava olhando a Cerâmica ao se aproximar da travessia do rio.

Já Maria Aderalda lembrou da relação de sua família com Chico Veras e da antiga região da Baixa da Caraúba, ligada ao fornecimento de lenha para a produção.

Dedé Suenilson também compartilhou sua memória afetiva sobre o lugar: “Boas lembranças. Fiz parte dessa história. Era de Zé Reis, depois Sebastião Corrêia comprou. Eu era de dentro da casa de Dona Evânia, Tone e Mano. Faz mais de 40 anos, mas lembro dos quatro cantos da Cerâmica.”

Todos esses relatos ajudam a mostrar que a história da Cerâmica Sevania vai muito além de uma estrutura física ou de antigas chaminés. Ela representa uma época em que Upanema crescia através do esforço de trabalhadores simples, homens e mulheres que ajudaram a construir a cidade com as próprias mãos.

Hoje, as construções praticamente desapareceram. Mas a memória permanece viva nas fotografias, nas histórias contadas e, principalmente, nas pessoas que fizeram parte desse importante capítulo da história de Upanema.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

CONHEÇA A HISTÓRIA DA CERÂMICA SEVÂNIA

https://youtu.be/rCFIzREPR2A?si=SZQcjbwGBTEAPkWO

A antiga Cerâmica de Upanema marcou uma geração inteira. 🧱

Durante décadas, aquele espaço às margens do Rio Upanema movimentou a economia, gerou empregos e ajudou a construir histórias que até hoje permanecem vivas na memória de muita gente.

As telhas e tijolos produzidos aqui seguiram para cidades do Rio Grande do Norte e para vários estados do Nordeste. Mas mais do que produtos, a Cerâmica deixou lembranças, amizades, trabalho duro e um capítulo importante da história de Upanema.

Hoje, através dessas fotografias antigas, podemos voltar no tempo e lembrar de um lugar que ajudou a construir a identidade do nosso povo.

Porque conhecer a nossa história é também valorizar quem veio antes de nós. ❤️

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