A prefeita Maristela Freire não participou da abertura da Semana Pedagógica do Município realizada ontem à tarde na Casa de Shows Portal do Sol.
Muitos professores sentiram a ausência da prefeita em um evento tão importante para a educação no município.
Segundo foi informado, a prefeita estava participando de uma reunião em Natal.
2 comentários:
Não só a falta da prefeita mas uma realidade que eu nunca quis ver, nunca me permitiu enxergar e que agora, somente agora, começo a ver. A ver o desprezo, a a falta de respeito,Vi através daqueles que depositei todas as minhas esperanças, ousadia e vontade de vencer o mau (câncer) que vem corroendo o ensino - aprendizagem.
Vi meus sonhos sendo atropelados pela falta de compromisso com a mão-de-obra, Como também pela teoria determinista e falida desse novo modelo de ensino – aprendizagem em que o Vi meus esforços e minha satisfação indo embora através da falta de querer dos meus colegas, do descaso dispensado nas reuniões,de ver tantos textos lido. Talvez por isso, eu esteja vivendo esse conflito interno de angustia e de desengano. Poderia ser mais um texto de propostas concretas analisadas com a realidade que certamente iria descodificar professor.
Às vezes, no bate papo informal dos professores durante o intervalo das reuniões eu ouvia aqueles velhos discursos de professor em fim de carreira, ou daqueles que prematuramente, assim como eu, descortinando essa complicada relação de ensino-aprendizagem; e eu simplesmente me afastava, para não me contaminar. Para não acordar de um sonho que era só meu, ou melhor de alguns colegas porque eu acreditava que pudesse ser diferente. Mas hoje, especificamente hoje, estou triste, porque estou diante daquilo que eu mais temia: concordar com aquele discurso. E isso corrói a minha alma, o que é pior, não tem forças para lutar contra todo um sistema e o descaso com o compromisso de melhorar esse sistema falido de ensino onde se fala a mesma coisa, (fazer o aluno construir o seu próprio conhecimento). Por que será que sinto saudades daqueles professores que me ensinaram e de como eu aprendia. Sabe? Por que será? Há tantos por quês. Eu preciso de respostas para continuar... continuar o quê? Se tudo está desmoronando. Não quero fingir, muito menos ser hipócrita. Quero apenas ser professor.
Antes, porém, rever a minha prática de ensino, e principalmente, não me envolver emocionalmente com esses discursos,por não acreditar tanto, Sabe, de ontem pra car, estive analisando especificamente o compromisso com a aprendizagem, e percebi que ele correspondem ao modelo de mediocridade do pacto de controle social, os quais farão parte da classe menos favorecida .
É claro que existem aqueles que certamente farão a diferença, mas o que nos incomoda é a grande maioria daqueles que aceitam passivamente essa condição de alienação, sem buscar alternativas e, sem se preocupar em adquirir uma boa formação. O que a meu ver é uma escolha. Pois, a escola está ai, procurando cumprir o seu papel. Os professores tentando trazer um ensino diferenciado, mas, infelizmente não são correspondidos. O que por sua vez o desestimula, contribuindo desta forma para o sistema falido. E aqueles que almejam com novas propostas de ensino são taxados como professor chato, estressado, que não tem paciência com os alunos. Como se a culpa fosse tão somente do professor.
Há tanto que se falar, que se discutir em termos de educação que o espaço torna-se insuficiente para discutir o assunto. Ainda não expressei o que realmente estou engasgado há horas,dias, meses, e que somente agora ouso dizer. Esses gestores descomprometidos, e que, se escondem atrás de um discurso social de que a escola pública esta boa, ensina, e prepara para a vida.
E a equipe de apoio ? Será que ela participa desses momentos de interação escolar? Pensando na construção, transformação e formação da cidadania? E Onde está o diálogo no sentido de mudanças, a chamada à consciência para os valores morais, sociais, éticos, entre outros. Será que temos medo de dizer a verdade escancarada.
É necessário rever todos esses pontos. Cada um precisa assumir a sua parte e se responsabilizar, seja qual for o resultado. Se quisermos termos um ensino – aprendizagem de mais qualidade , o único caminho digno e reconhecível é o compromisso com o ensinar. Nós professores precisamos entender que isso só será possível quando deixarem as brincadeiras de lado, as conversas informais nas reuniões e corredores da escola e finalmente passarmos por cima das dificuldades e olharmos apenas e tão somente para os seus objetivos para que não sejam mais um número no percentual daqueles que não têm a coragem de lutar, de buscar, e de sonhar, coma diminuição do índice de analfabetos funcionais.
Parabens anônimo, como gostaria de te encontrar, concordo que é preciso fazer a Diferença.Trabalhar diferente...
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